segunda-feira, 4 de junho de 2012

, ok? isto é apenas um blogue e eu apenas uma pessoa. como tantas outras, tb escrevo em um blog. não divulgo esse meu canto. geralmente visito poucos cantos também. pensei que, assim, poderia ficar mais tranquilo e sem a preocupação besta de ser julgado pelo que escrevo, mas esqueci que as outras pessoas também são apenas pessoas (carregadas de tudo o que o ser humano é).
bem, é a vida que segue e a morte que se aproxima, enquanto isso, na sala de justiça, um clássico da literatura empresarial me aguarda. tenho vontade de ir .... mas, 


lá vem!
tão normal
como se a possibilidade de um próximo sorriso não existisse mais,
ignora a pequenez de meu casulo
e descarrega uma pá generosa de intensidade.



[são toques, olhares, dedos, caminhares, teclares]


não se importa com as convenções malditas da noite,
violenta a vontade de chuvas torrenciais.


[como ferro gusa contra a tez frágil das águas]
 
ordena o caos cumulus-nimbuniano, 
enquanto queria apenas brisa no rosto.
....
resistir à voracidade de vida, àquilo tudo?
é inútil,
como a paixão.
sei que é apenas um vendaval,
passa,
traz seus destemperos
e me larga,
tão assim.


[como encontrou]

como a paixão,
sei que todo brilho na face é farsa,
mas acredito.

sigo entorpecido e aceito agradecido a fugaz eternidade daqueles recortes bem acabados de paz.